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À conversa com...

Segunda, 28 Maio, 2018

Iniciativa organizada no âmbito do Mestrado em Ensino no 1º CEB e Português e História e Geografia de Portugal no 2º CEB que contempla a realização, ao longo do ano letivo, de diversos Seminários sobre temas específicos relativos a uma das áreas fundamentais deste Ciclo de Estudos. 

Assim, em À CONVERSA COM... trar-se-ão ao debate diferentes questões da área da linguística, muito particularmente questões relacionadas com a aquisição e desenvolvimento linguístico das crianças, e que são determinantes para a prática letiva de docentes e futuros docentes. Trar-se-ão, também, ao debate questões da área da didática, perspetivando-se novas abordagens aos conteúdos programáticos a partir do exemplo prático.

No seguimento de uma visita a Portugal de docentes e estudantes da Universidade de Gröningen (Holanda), fomentar-se-á, ainda, um workshop de partilha entre docentes e estudantes por forma a colocar em evidência diferentes práticas e abordagens aos conteúdos programáticos em ambos os países: Portugal/Holanda.

À CONVERSA COM... tem por objetivo ser um espaço de atualização científica para docentes cooperantes da ESEC e, simultaneamente, um espaço de aprofundamento para os alunos dos diferentes Mestrados de Formação Inicial de Professoes, oferecendo-se, ainda, como espaço de diálogo e de partilha entre docentes e futuros docentes.

Organização

Natália Albino Pires (ESE-IPC)

 

Programa

27 de novembro 2017 | Isabel Roboredo Seara

Desvendando textos epistolares: desafios linguísticos, literários e e didáticos

Isabel Roboredo Seara

Universidade Aberta, Lisboa, PORTUGAL

Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa

Laboratoire d’Études Romanes- PARIS 8

Resumo

O género epistolar tem o estigma do gesto nómada, peregrino, vagabundo e ficou reduzido, ao longo das últimas décadas, ao seu estatuto subalterno. As cartas, esses textos intimamente amarrados às pessoas e à sua história, colecionados fervorosamente, editados, queimados, violados, têm sido considerados pertença de um género menor e secundário.

São apenas amplamente glorificados quando explicitam dados biográficos misteriosos ou quando, de forma subsidiária, esclarecem ou desvendam factos históricos ou sociais.
Neste curso, pretede-se promover a reflexão sobre a importância do estudo dos textos epistolares no panorama social e literário português. Partindo da explicitação de modelos teóricos de análise, evidenciar-se-ão algumas especificidades discursivo-textuais dos textos epistolares que, embora esquecidos ou preteridos nas análises linguísticas e literárias, configuram uma excelente oportunidade para reflexões sociológicas e para posteriores aplicações didático-pedagógicas.

Para ilustrar esta forma insubstituível da sociabilidade, serão analisadas várias peças de correspondências de grandes escritores portugueses, ao longo dos séculos, que são considerados marcos inestimáveis da literatura, pelo que se defenderá a sua a integração em aula de língua portuguesa.

Promover-se-á, por fim, o desejo de descobrir textos inéditos, de correspondências autênticas ou de ficção para aplicação dos fundamentos teóricos adquiridos.

 INSCRIÇÕES FECHADAS

 

9 de janeiro 2018 | Sala Alice Gouveia | Maria Lobo

Aquisição de pronomes: desenvolvimento linguístico e implicações para o ensino

Maria Lobo

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA)

Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa

Resumo

Nesta comunicação, apresentar-se-ão resultados da investigação sobre o desenvolvimento linguístico de diferentes tipos de pronomes (pronomes clíticos e pronomes sujeito), considerando aspetos da produção e da interpretação. Serão identificados aspetos de desenvolvimento precoce e aspetos de desenvolvimento tardio, e serão discutidas as implicações para o ensino, em particular no desenvolvimento da leitura e da escrita.

 INSCRIÇÕES FECHADAS

 

9 de fevereiro 2018 | Auditório da ESEC

Clara Wachter e Theresa Kleefsman (U. de Gröningen, Holanda)

Desenvolvimento de Talento e Diversidade no sistema educativo holandês

Resumo

As duas professoras da Universidade de Groningen, na Holanda, e os professores visitantes que as acompanham no âmbito de uma visita a escolas portuguesas moderarão um debate para o qual estão convidados todos os alunos dos Mestrados de Formação Inicial de Professores, docentes do Ensino Superior e docentes do Pré-escolar, 1º CEB, 2º CEB, 3º CEB e secundário. O debate centrar-se-á nas diferenças entre o sistema educativo português e o holandês, sendo apresentado o programa do Mestrado em Desenvolvimento de Talento e Diversidade.

 INSCRIÇÕES FECHADAS

 

12 de março 2018 | Ana Luísa Costa

Gramática e escrita: o caso das contrastivas

Ana Luísa Costa

ESE-IPSetúbal

Resumo

Em diferentes trabalhos sobre ensino da gramática, é consensual a ideia de que o ponto de partida tem de ser o conhecimento linguístico implícito das crianças (Costa 2010; Duarte, 2008; Hudson, 1992). Importa, portanto, distinguir o conhecimento que decorre do processo natural de aquisição e desenvolvimento da linguagem do que «precisa de ser aprendido (e por isso ensinado)» (Sim-Sim, Duarte e Ferraz, 1997, p. 12), de forma que se promova um desenvolvimento adequado e sofisticado das estruturas de aquisição tardia e se dominem conhecimentos que dependem estritamente de aprendizagens formais.

A aprendizagem formal da escrita pode ser entendida como um dos contextos propiciadores de desenvolvimento linguístico e, especificamente, de desenvolvimento de «atividade metalinguística» (Camps, 2014). Na sequência dos trabalhos de Costa (2016) e Costa, Carreto e Cerqueira (2017), apresenta-se uma análise de textos de crianças do 2.º ano, do 4.º ano, do 6.º ano e do 9.º ano, focando elementos textuais que evidenciam a mobilização de conhecimento sintático-semântico. Em concreto, analisa-se a evolução do uso de conectores contrastivos (adversativos e concessivos), como recurso prototípico da escrita argumentativa, em textos de opinião. A proporção e tipo de estruturas frásicas e de conectores usados, bem como a consideração da qualidade global dos escritos produzidos permitem perceber aspetos do conhecimento gramatical que beneficiariam de um trabalho de sistematização intencional, de modo a evitar a cristalização de capacidades em desenvolvimento.

 INSCRIÇÕES FECHADAS

 

16 de abril 2018 | Ana Lúcia Santos 

Alguns aspetos da aquisição de completivas no português europeu

Dados para educadores e professores

Ana Lúcia Santos

FLUL/CLUL-Centro de Linguística da Universidade de Lisboa

 INSCRIÇÕES FECHADAS

Resumo

Neste trabalho, apresentarei alguns dados recentes sobre aquisição do português, mais precisamente sobre a aquisição de orações completivas finitas e infinitivas. Apresentarei dados que mostram que as crianças começam a produzir este tipo de orações, indicadoras de aumento da complexidade sintática, com cerca de 2 anos de idade. No entanto, mostrarei que o facto de alguns tipos de orações completivas serem produzidos tão cedo não significa que todo o conhecimento relevante esteja adquirido. Veremos que as crianças têm dificuldade em compreender algumas estruturas de controlo (por exemplo, “O Pedro prometeu ao João lavar o carro”) até à idade escolar e que crianças no final do 1º ciclo de escolaridade não produzem sistematicamente o conjuntivo em todos os contextos esperados (por exemplo, em frases como “O João duvidava que o Pedro fizesse o trabalho”). Em cada caso, serão exploradas as razões das dificuldades levantadas pelas estruturas em causa.

15 de maio 2018 | Maria Dulce Gonçalves 

Jogar & Aprender - o papel do jogo na superação de dificuldades na aprendizagem

Maria Dulce Gonçalves

Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa /LISPSI

 INSCRIÇÕES FECHADAS

Resumo

Hoje em dia, vivemos e educamos numa permanente tensão entre facilitismo e rigor. Entre consumismo e exigência. 
Facilitar ou dificultar...? Facilitar não facilita. Dificultar não educa. Amedronta. E no medo não se aprende. Quase nada. 
No entanto, há dificuldades que desafiam e desafios que fazem crescer, aprender e ser... são essas dificuldades que fazem a diferença, que se transformam em evolução.
O problema:
Como dificultar sem inibir, como desinibir sem facilitar...?
A educação que temos balança entre facilitismo e  exigência, entre demasiado facilitar e demasiado exigir. Facilita-se a passagem a quem sabe para nove e meio, exige-se que tudo se repita a quem sabe para nove. Facilitam-se livros, computadores, manuais e recursos, e numa escola que tudo dá exige-se que tudo se saiba, tudo se retenha e tudo se repita. Facilita-se o acesso à escola, num quadro de escolaridade universal, mas obriga-se a nela permanecer, por uma escolaridade obrigatória. 
Será que há um caminho entre facilitismo e dificultismo...?

No Projeto IDEA investigamos a possibilidade de usar o jogo, o desafio, como forma de superação perante dificuldades, como estratégia, uma forma de mudar mentalidades, de mudar atitudes, de mudar a Escola.

28 de maio 2018 | Sara Trindade 

Ambientes digitais de aprendizagem: o ensino móvel na construção de cenários inovadores

Sara Trindade

FLUC/DHEEAA/CEIS20

 INSCRIÇÕES FECHADAS

Resumo

Numa Era onde a tecnologia assumiu um papel preponderante no desenvolvimento da nossa sociedade, torna-se cada vez mais importante reconhecer a sua utilidade na Educação. Nesse sentido, tanto educadores como estudantes devem procurar "aprender a funcionar" em ambientes digitais e "aprender a usar" diferentes ferramentas digitais, nomeadamente as associadas aos dispositivos móveis que são hoje cada vez mais parte do quotidiano dos estudantes. É neste contexto que procuraremos explorar algumas das possibilidades didáticas que podem resultar da interação entre a imagem e a tecnologia digital.

 

Inscrição para certificado: Esta inscrição é apenas válida para quem pretende certificado do Ciclo de Sessões "À conversa com..." e que implica o pagamento de 5€. O certificado só será emitido no final do ciclo de sessões e apenas com as sessões em que participou. O participante deve inscrever-se em cada sessão individualmente através do site da ESEC e assinar a folha de presenças.

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